Podemos prever o futuro da Biodiversidade no Planeta?

A Comissão Organizadora do XXI ENEB anuncia, com grande entusiasmo, mais um orador para este evento! Miguel Bastos Araújo é um dos maiores especialistas mundiais no impacto das alterações climáticas na biodiversidade, e as suas descobertas têm sido essenciais para avaliar as consequências das atividades humanas e para o estabelecimento de políticas ambientais, local e globalmente. É o segundo cientista português mais citado no mundo – numa lista que inclui apenas 1% do que é publicado a nível internacional. Vem ao ENEB para nos falar de que forma é possível prever o futuro da biodiversidade no planeta!

Miguel Bastos Araújo tirou o seu Mestrado em Conservação (1996) e o seu Doutoramento em Geografia (2000) na “University College London”. É Professor de Investigação do “Spanish Research Council” (CSIC), no “National Museum of Natural Sciences” em Madrid. É também Professor Visitante da Universidade de Copenhaga e da Universidade de Évora, enquanto mantém uma posição honorífica no “Imperial College London”. No passado, o Dr. Miguel Araújo ocupou cargos de faculdade e investigação no “Imperial College London”, na Universidade de Oxford, no CNRS e no Museu de História Natural de Londres.

No geral, Miguel Bastos Araújo é autor de mais de 200 publicações em jornais e livros e foi intitulado de cientista “highly cited” por Thomson Reuters (2014,  2015, 2016). Como reconhecimento do seu trabalho, o Professor ganhou vários prémios de prestígio, incluindo “King James I Prize” (2016), prémio para investigadores que contribuam para o melhoramento do nosso ambiente ecológico; “Royal Society Wolfson Research Merit Award” (2014) ; IBS (“International Biogeography Society”) “MacArthur & Wilson Award”(2013), dado a indivíduos com inovadores e notáveis contributos para a biogeografia numa fase precoce da sua carreira; GIBIF (“Global Information Biodiversity Facility”) “Ebbe Nielsen Prize” (2013), prémio para investigadores que combinem a biosistemática e a biodiversidade informática de forma emocionante e inovadora. O impacto da sua investigação nos padrões da biodiversidade em grande escala e nas alterações climáticas aparece frequentemente em artigos, sendo regularmente apresentados pela imprensa internacional, bem como por revistas científicas, como a “National Geographic Magazine”, “Nature’ Reports on Climate Change”, “New Scientist”, “Science’ New Focus”, “Scientific American” e “Scientist”.

Miguel Araújo, editor-chefe de “Ecography”, anteriormente editor do “Journal of Biogeography, Conservation Letters, and Geography Compass”, é também membro do comité editorial de “Climate Change Responses”, “Frontiers of Biogeography”, e Natureza & Conservação.

Também ocupou o lugar de Vice-Presidente da “Internationl Biogeography Society”; fez parte do comité científico advisório da Fundação de Ciências e Tecnologia (Ciências Naturais e Ambientais), e do comité científico do Programa “DIVERSITAS’ biodiscovery”. Miguel Araújo contribuiu para o quarto “IPCC (Intergovernmental Panel for Climate Change) Assessment Report”, em 2007, e com este, o IPCC foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz. Esteve também envolvido em várias consultorias com organizações governamentais – nomeadamente produzindo um relatório sobre os efeitos das alterações climáticas em áreas Europeias protegidas para o Conselho da Europa, e num estudo no mesmo âmbito relativo à biodiversidade terrestre ibérica para os governos Português e Espanhol.

O Professor Araújo terá sido responsável por mais de 15 projetos de investigação como principal investigador, incluindo cinco grandes consórcios europeus cujo tema seria a adaptação e mitigação das alterações climáticas, e um projeto FBBVA internacional para procurar qualquer os impactos das flutuações climáticas na biodiversidade na América Latina. A sua investigação enquanto líder mundial no estudo dos efeitos das alterações climáticas é considerada essencial para o estabelecimento de melhores práticas atuais a fim de prever as mudanças na biodiversidade ao longo do tempo e para avaliar as consequências a longo prazo das atividades antrópicas na Natureza. Estas avaliações dos efeitos na biodiversidade influenciaram e assim continuam a atingir políticas publicas de uma escala local a uma escala global. Os interesses de Miguel Araújo prendem-se ainda com biogeografia, planeamento de conservação e macroecologia.

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